O cartaz de Natal 2010

Como acontece todos os anos, o Movimento de CL propõe uma imagem artística e um texto como ajuda para viver o mistério do Natal
Rodolfo Balzarotti

A pintura de William Congdon (Nascimento) foi realizada em Assis, provavelmente no próprio dia de Natal de 1960. Um ano antes, Congdon tinha recebido o Batismo segundo o rito da Igreja católica. É, portanto, uma liturgia intensamente vivida como contínua descoberta o que inspira a sua pintura neste período. A imagem tradicional e popular do Presépio é evidente nas figuras estilizadas, quase infantis, de Nossa Senhora e do Menino Jesus. Mas a cena está inserida em uma espécie de “drama cósmico”: um imenso abismo é preenchido, até o fundo, por uma luz deslumbrante.

Aqui uma trama de linhas incisas relembra os planos monótonos e desolados das cidades modernas, muitas vezes representadas por Congdon em obras precedentes. Vice-versa, na parte superior da pintura, com um nervoso rabisco, o artista sugere, semelhante a um revoada de pombas, o júbilo dos anjos. Por outro lado, a figura de Nossa Senhora está sentada sobre uma base que lembra a pedra de um altar, e acima dela há uma espécie de discreto baldaquino. É o evento da Encarnação, fortemente expresso na sua tríplice dimensão: histórica, litúrgica e cósmica.



As frases que acompanham o cartaz são:

Para nós, Deus não é uma hipótese distante,
não é um desconhecido que se retirou depois
do “big-bang”. Deus mostrou-Se em Jesus
Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o
rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o
próprio Deus falar conosco.
Bento XVI

João e André tinham fé, porque tinham certeza
de uma Presença experimentável: quando
estavam lá […] sentados na sua casa, aquela noite,
olhando-O falar, era uma certeza em uma Presença
experimentável de uma coisa excepcional, do
divino numa Presença experimentável. […]
Em vez d’Ele com os cabelos ao vento, em vez de
olhá-Lo falar com a boca que se abre e se fecha, Ele
chega até você através das nossas presenças, que
somos como […] a pele frágil, as máscaras frágeis
de algo potente que é Ele e que está dentro.
Luigi Giussani

Cartaz de Natal 2010