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OS FATOS

A notável vida e fé do anjo bom da Bahia

por Roberta Molina, da Ed. Paulinas
26/5/2011 - Amar e servir. Com este lema, Irmã Dulce fez de sua existência um instrumento vivo da fé. O reconhecimento pela Igreja se deu com a sua beatificação no dia 22 de maio. Neste livro, um pouco sobre a sua vida

Mulher de aparência frágil e humilde, mas cuja fortaleza espiritual a enchia de energia quando se tratava de socorrer os mais necessitados, Irmã Dulce foi uma unanimidade. Católicos, ateus e pessoas de todas as outras religiões reverenciavam o seu nome, ainda hoje, quase dez anos após a sua morte, sinônimo de bondade e de tudo quanto se refira ao bem. Escrito por Gaetano Passarelli, consultor histórico da Congregação da Causa dos Santos, o livro Irmã Dulce - o anjo bom da Bahia é rico em fotografias e narra a trajetória iluminada dessa serva de Deus em sua obstinada luta pelas questões sociais, apesar da saúde frágil, mantendo uma confiança inabalável na Providência Divina.

Nascida em 26 de maio de 1914, Maria Rita de Sousa Lopes Pontes ficou órfã de mãe aos 7 anos, mas teve uma infância alegre, marcada pela fiel torcida ao Esporte Clube Ypiranga de futebol. A partir dos 13 anos, porém, influenciada pela tia Madalena, que lhe recordou de seus deveres como cristã, e impressionada pela condição miserável da população pobre de Salvador, passou a acolher mendigos e doentes em casa, sentindo o despertar do desejo de se dedicar à vida religiosa.

O pai ainda tentou dissuadi-la e conseguiu protelar sua partida até a conclusão do curso Normal. Mas a decisão estava firmemente tomada e, assim que cumpriu o desejo paterno, ela deixou a casa e a família para entrar para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Aos 20 anos, no dia 15 de agosto de 1934, consagrou-se a Deus com os votos religiosos e recebeu o nome de Dulce, em homenagem a sua mãe. Sua vida, desde então, foi de devoção aos pobres, enfermos e abandonados, seguindo o lema "amar e servir".

Passarelli fala, ainda, sobre a visita do Papa João Paulo II, sobre as Obras Sociais Irmã Dulce - um complexo de 15 núcleos, que prestam atendimento nas áreas de saúde, assistência social, educação, ensino e pesquisa médica - e sobre a comoção que tomou conta não apenas da Bahia, mas de todo o país quando, em 13 de março de 1992, Irmã Dulce partiu para a Casa do Pai.

Após ter sido declarada "Venerável" pelo Papa Bento XVI, em abril de 2009, em reconhecimento de suas virtudes cristãs de fé, esperança e caridade vividas em grau heroico, recentemente foi cumprida a última etapa do processo pela sua beatificação. O Cardeal Dom Geraldo Majella foi o representante de Bento XVI para realizar a celebração, que foi realizada no dia 22 de maio de 2011, em Salvador, na presença de 70 mil pessoas.

O LIVRO
Irmã Dulce - o anjo bom da Bahia
Gaetano Passarelli
Ed. Paulinas
pp. 232

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