Vai para os conteúdos
Logo Tracce
Compartilhar no Facebook   Compartilhar no Twitter   Compartilhar no Linkedin   MySpace

OS FATOS

Santo: construtor da história

por Isabella S. Alberto e Marina Massimi
25/10/2017 - Seis anos atrás o Papa Bento XVI visitou o Brasil e canonizou o primeiro Santo brasileiro: Santo Antônio Maria Galvão. Retomamos aqui a reportagem publicada em Passos naquele momento
Canonização do Frei Galvão
Canonização do Frei Galvão

No dia 11 de maio de 2007, Frei Galvão foi canonizado por Bento XVI, com uma missa no Campo de Marte, em São Paulo, tornando-se o primeiro Santo nascido no Brasil. Paulista, de Guaratinguetá, viveu até os 84 anos tendo, em sua existência histórica, marcado profundamente a vida da cidade de São Paulo e da Capitania e, depois de sua morte, manifestando constantemente junto ao povo brasileiro o auxílio de sua presença intercessora. Nestes duzentos anos, a tradição foi mantendo seu nome conhecido, e o Mosteiro da Luz, por ele fundado e onde se encontra sepultado, expõe diariamente dezenas de faixas de agradecimentos por milagres recebidos por sua intercessão.


A origem da vocação
“O Santo não é um super-homem, o santo é um homem verdadeiro. O santo é um verdadeiro homem porque adere a Deus e, portanto, ao ideal para o qual foi construído o seu coração e do qual é constituído o seu destino” (Giussani, Em busca do rosto do homem, 1996, p. 191). Essas palavra sintetizam o sentido da vida e da obra de Antônio Sant´Anna de Galvão, conhecido por todos como Frei Galvão. Nascido em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, no ano de 1739, Antônio pertencia à família mais rica da Capitania. Quarto filho (de oito) do português Antônio Galvão de França e da brasileira Isabel Leite de Barros, natural de Pindamonhangaba, foi educado pela família à experiência da fé, tendo sido a religiosidade do lar a semente da grande árvore que o Senhor fez com que Frei Galvão se tornasse. Aos 13 anos, ele deixou sua casa, sendo a última vez que viu sua mãe, e mudou-se para a Vila de Cachoeira, perto de Salvador (BA), onde foi estudar no famoso seminário jesuíta de Belém, ao longo de cinco anos. Ali foi despertada a sua vocação, em um ambiente simples e de profunda oração. Desse modo, para Antônio, iniciou-se um caminho de “reconhecimento operante – vigilante – da exigência fundamental, isto é, a realização última do próprio significado, a única coisa necessária do santo evangelho” (Giussani, idem p. 191-2). Aqueles eram tempos duros para os filhos de Inácio (que em breve seriam expulsos do Brasil e posteriormente extintos), o que inviabilizava a entrada de Antônio na Companhia. Foi assim que, aos 21 anos de idade, o jovem Antônio, herdeiro de uma grande fortuna, largou tudo e, desejando seguir os passos de São Francisco de Assis, recebeu o hábito franciscano no dia 15 de abril de 1760. Naquele mesmo ano, transferiu-se para o Rio de Janeiro para fazer o noviciado com os Franciscanos Menores do Convento de São Boaventura de Macacu. Foi ordenado sacerdote em 1762 e transferiu-se para o Convento de São Francisco, em São Paulo, para complementar os estudos. E ali permaneceu até sua morte, ocorrida em 1822.

Foi neste convento em que, desde jovem, começou a se difundir a fama de santidade de Frei Galvão. Desde a sua chegada, ele foi uma presença marcante. Primeiro entre os demais religiosos, e depois, entre toda a população da Capitania de São Paulo que o procurava para ter seus conselhos, escutar suas palavras, encontrar alívio nos sofrimentos, solucionar conflitos e inimizades. Isto porque “um amor à vida, criatura de Deus – num abraço consciente e leal das suas condições existenciais, desígnio de Deus –, caracteriza a figura do santo” (Giussani, idem, p. 193).

A renúncia de Antônio ao patrimônio familiar para seguir a Cristo e a Francisco aumentava a estima e a admiração pela sua pessoa na população da Capitania, pois, “seguir a Cristo implica uma real pobreza de si”, seguindo a Ele que, sendo Deus, despojou-se de sua divindade para compartilhar a condição humana. A verdadeira pobreza significa, então, “deixar-se invadir pela escolha daquilo que vale” (Giussani, idem, p. 204).

Antônio não media esforços para atender a quem o procurava e por isso, muitas vezes, caminhava um dia inteiro para visitar uma família que precisava de ajuda ou consolar algum doente. Locomovia-se sempre a pé, às vezes percorrendo longas distâncias pela capitania: Porto Feliz, Sorocaba, Itu, Parnaíba, Piracicaba, Indaiatuba, Mogi das Cruzes, São Luís de Paratiniga, Pinhamonhangaba, Guaratinguetá, Itanhaém, Taubaté, Campinas. Por todas essas cidades, Frei Galvão passou, sendo procurado por pessoas de todas as classes sociais e condições. Seu desejo de estar presente era tão forte e “ele desejava tão ardentemente que as almas aproveitassem da graça da penitência, que na época, ainda em vida, fazia experiência do milagre da bilocação”. Contam-se dois episódios que ficaram bem conhecidos na época: o primeiro é que o mercador Manoel Portes foi apunhalado e já em fim de vida, perto do município de Jaú, começou a chorar e gritar invocando a Virgem Maria e pedindo a presença de Frei Galvão, pois estava morrendo e queria pedir perdão de seus pecados. Naquela hora, Galvão celebrava missa em São Paulo, parou a celebração e se ajoelhou pedindo aos que assistiam que orassem com ele por um amigo. Ao mesmo tempo, os que acudiam ao mercador viram chegar o franciscano que abaixou-se, sentou-se e pondo a cabeça do agonizante em seu colo, falou-lhe em voz baixa, escutou sua confissão e o abençoou, enquanto expirava. Outro caso é que, enquanto estava no Rio de Janeiro, um homem bateu no convento em busca de seu auxílio para a esposa que sofria no parto, e voltava desolado para casa por não tê-lo encontrado, mas, ao chegar a casa, sua mulher estava radiante pela visita de Frei Galvão naquela noite.

Na experiência da santidade, “tudo é por um amor. A dinâmica da vida é uma operosidade por Alguém. O único sentido da vida é ser dom” (Giussani, 1996, p. 210)


Relíquia do santo

O amor a Cristo e a devoção a Nossa Senhora
O apego a Cristo se manifestava em Frei Galvão na grande veneração do sacramento eucarístico.

A vida de Frei Galvão foi marcada também por uma grande devoção à Imaculada Conceição, como “filho e escravo perpétuo”. Pedia a intercessão de Maria em todas as dificuldades, e relatos da época também contam que se tornou famosa a ocasião em que um rapaz, sofrendo grandes dores, não conseguia expelir uns cálculos que foram formados na sua bexiga. Frei Galvão, por inspiração divina, escrevera em três papeizinhos o versículo do Ofício da Santíssima Virgem: “Post partum, Virgo, inviolata permansisti. Dei genitrix, intercede pro nobis” (Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta. Mãe de Deus, rogai por nós). Após enrolar os três papéis, pediu ao rapaz que os engolisse e imediatamente ele expeliu as pedras e ficou curado. Pouco tempo depois, uma jovem mulher estava sofrendo grave trabalho de parto e em perigo de perder a vida. Seu marido, desesperado, foi procurar o religioso. Frei Galvão escreveu novamente em três papeizinhos o versículo do Ofício da Santíssima Virgem. Após enrolar os três papéis, pediu ao homem que os levasse à esposa. Apenas a mulher engoliu os papéis, a criança nasceu normalmente. Esta foi a origem dos papeizinhos oferecidos, desde então, no Mosteiro da Luz, os quais têm curado muitas pessoas de diversas moléstias e, pelos relatos e faixas de agradecimentos deixados na capela do Mosteiro, nota-se que muitas graças foram obtidas por mulheres grávidas. Devemos lembrar que o milagre, na concepção da Igreja, não é um fenômeno mágico, “é um fato experimentável por meio do qual Deus obriga o homem a ocupar-se dEle” e através do qual “Ele impõe sensivelmente a sua Presença” (Giussani, Por que a Igreja, 2004, p. 363).

Em sua dedicação à Nossa Senhora, escrita aos 27 anos de idade, Frei Galvão tinha dito: “nas vossas piedosíssimas mãos entrego meu corpo, alma, coração, entendimento, vontade e todos os mais sentidos, porque de hoje em diante corro por vossa conta e todo sou vosso....”


Carismas e companhia na construção da Igreja de São Paulo

Em 1769, Frei Galvão foi designado confessor do Recolhimento de Santa Teresa em São Paulo. Neste, conheceu Irmã Helena Maria do Espírito Santo, simples e humilde religiosa que nem mesmo sabia escrever. Ela era dotada de grandes virtudes e revelou a Frei Galvão ter visões nas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento em São Paulo. Frei Galvão foi prudente, ouviu-a e estudou sobre esse fato, procurando a ajuda das autoridades da Igreja, até estar certo de que eram verdadeiras as visões. Depois, pediu autorização para o Governador Geral da capitania de São Paulo, Dom Luiz Antônio de Souza, que não só concedeu permissão, como também doou uma pequena casa e o terreno para a construção da obra. Neste local, já havia sido construída uma capela (dedicada à Nossa Senhora da Luz) e, por isso, já era um lugar reconhecido como sagrado no coração da cidade de São Paulo.

Irmã Helena e Frei Galvão trabalharam ardentemente na construção da casa, com muitas lutas e muitos sofrimentos, pois naquele período vigorava o veto do Marquês de Pombal contra novas fundações e novas consagrações religiosas. Com uma habilidosa estratégia e contando com o apoio do Governador, para evitar a proibição, o Recolhimento foi oficialmente definido como uma Casa de acolhida para jovens para viver como religiosas, sem o compromisso dos votos. Essa atuação do Frei foi de grande importância, pois, com sua inteligência e prudência, conseguiu apoiar este novo carisma que reconhecera suscitado pela iniciativa divina, mesmo à revelia do poder constituído que queria impedir a propagação da Igreja.

O novo Recolhimento foi inaugurado no dia 2 de fevereiro de 1774, quando Irmã Helena e outras oito companheiras mudaram-se para lá: todas essas moças também eram de famílias ricas que, seguindo o exemplo do Frei ,tornaram-se pobres em nome de Cristo. Irmã Helena faleceu um ano depois, em fevereiro de 1775. Logo em seguida, veio uma ordem do novo Governador, Martim Lopes Lobo de Saldanha, para que o Recolhimento fosse fechado. O Bispo cedeu e mandou executar a ordem: Frei Galvão, com profunda dor, mas com grande obediência, aceita a decisão. Ele ensinava que “quem obedece nunca erra; mesmo que os superiores tenham errado no que ordenaram”. Mas as Irmãs decidiram permanecer no Recolhimento fechado (afinal a ordem era de fechá-lo, mas não de abandoná-lo) e, por um mês, ficaram sem água nem comida. Mas sua fidelidade foi premiada, a ponto de o Senhor enviar chuva para saciar a sede e dar frutos fora de época no morangueiro da horta para alimentá-las. O Vice-Rei, conhecida a decisão do Governador, contrariou-se e mandou revogá-la. Saldanha teve que obedecer ao superior, mas, por todo o resto da vida, perseguiu Frei Galvão. A situação mais grave ocorreu em 1780, quando Galvão se opôs publicamente à injusta condenação à pena capital de um soldado. Em resposta, o Governador fez executar imediatamente o condenado e condenou o Frei ao exílio. Mas a população de São Paulo, revoltada pela decisão, levantou-se contra o Governador, cercou-lhe ameaçadoramente a habitação e este, por medo, revogou o exílio. Frei Galvão, que já estava a pé a caminho do Rio, foi chamado de volta.

Ao deixar a cidade às pressas, tinha escrito uma carta de despedida para as irmãs da Luz, onde recomendava-lhes: “Vivam unidas + vivam unidas + vivam unidas + guardem a Glória de Nosso Senhor vivendo na sua providência, esperando só nEle, filhas, vivam unidas, vivam unidas”.

Voltando para São Paulo, assumiu toda a obra de construção do Recolhimento. Em pouco tempo, devido ao grande número de vocações, Frei Galvão se viu obrigado a aumentar as dimensões da casa. De 1774 a 1788, ele mesmo cuidou da ampliação do Recolhimento, sendo a nova sede inaugurada em 25 de março, festa da Assunção de Nossa Senhora. A obra inteira, porém, levou 48 anos e quando o Frei faleceu, ainda faltava a torre para terminar. Frei Galvão preocupava-se não só com a construção espiritual, mas também com a obra material, cuidando particularmente para que o lugar fosse belo, pois a beleza introduziria as pessoas a entrar em relacionamento com o Mistério. Ele foi o arquiteto e muitas vezes trabalhou como operário na sua edificação, tornada possível graças às doações do povo. Até a morte, continuou servindo material e espiritualmente àquele carisma que o Senhor tinha entregue aos seus cuidados.

“O bem é ser pedra viva no edifício. A moralidade da nossa obra é dada por um critério preciso: a edificação do corpo de Cristo” (Giussani, Em busca do rosto do homem, p. 215). Frei Galvão dedicou sua vida à construção discreta e fiel da Igreja servindo ao crescimento de um carisma que tinha visto nascer na pessoa de Helena e que se tornaria um significativo ponto de referência para a Igreja e para a cidade de São Paulo, até hoje.


Uma presença para a sociedade e para cada pessoa
Frei Galvão costumava ser convidado pelos párocos para fazer pregações e, assim, viajava a pé para muitas cidades do interior de São Paulo, e, tão logo a notícia de sua chegada se espalhava, muitas pessoas se reuniam para ouvi-lo, e seus sermões enchiam de comoção as pessoas, sendo fonte de paz entre famílias, conversões, novas vocações.

Nos 60 anos, que viveu em São Paulo, Frei Galvão foi muito estimado por todos, tanto o povo em geral, como os políticos. Quando havia ameaçavas de afastá-lo da Província, sempre ocorria uma mobilização para que ele permanecesse ali. Em 1781, queriam levá-lo para o Rio de Janeiro para ser Mestre de Noviços no Convento de Macacu, onde havia estudado. Mas ao saber de sua possível transferência, o Bispo de São Paulo, Dom Frei Manuel da Ressurreição, pediu à Ordem que não levasse Frei Galvão para não privar sua diocese de um religioso tão santo. A Câmara Municipal de São Paulo também se manifestou pedindo que não fosse embora, através de uma representação em que declarava que “Frei Galvão é preciosíssimo a toda esta Cidade, e Vilas da Capitania de São Paulo. (...) E como é uma virtude examinada e provada no longo espaço de muitos anos, cuidam si, e com razão, estes Povos que por ele lhes descem as bênçãos do Céu, e todos a uma voz rogam e pedem que lho não tirem”.

Na história de Frei Galvão, pode-se assim verificar que, realmente, a santidade coincide com a construção de um povo novo: “o ideal da edificação de um povo é a dimensão extrema de uma cultura autêntica, e de uma santidade” (Giussani, 10996, p. 213).

Frei Galvão tinha extraordinária capacidade de compreender o coração das pessoas e de penetrá-lo em profundidade. Sua atitude contemplativa e atenta dava intensidade à maneira de viver os relacionamentos e de encontrar-se com as pessoas. Ele costumava sempre andar a pé, recusando montarias ou cadeirinhas carregadas por escravos, como era o costume da época. Mesmo sexagenário, locomovia-se assim, entre Rio de Janeiro e São Paulo. Era familiar aos moradores daquelas terras a visão daquela figura alta e de porte nobre, de bela aparência e de físico robusto, andando imerso na oração, com passo firme.

Em 1811, Dom Mateus de Abreu Pereira lhe pediu que duas ou três religiosas fossem para Sorocaba onde havia algumas vocações, e onde ele gostaria que fosse fundado um novo Recolhimento. Assim, Frei Galvão, aos 72 anos, se colocou a serviço para a abertura do Recolhimento de Santa Clara, ajudando, por onze meses, a organizar a comunidade e a dirigir os trabalhos iniciais da Casa.

Quando voltou para São Paulo, Frei Galvão já estava ficando fraco e com várias enfermidades. Chegou um momento em que não conseguia mais fazer a trajetória diária do Convento de São Francisco, onde morava, até o Recolhimento, e obteve dos seus superiores a autorização para residir numa pequena cela no Recolhimento da Luz, no fundo da Igreja. Atualmente, neste local, funciona o Museu de Arte Sacra de São Paulo.

Os últimos três anos de vida foram de grande sofrimento, e as religiosas, fiéis companheiras na sua vocação, buscavam prestar-lhe algum alívio e conforto, embora Frei Galvão estivesse sempre sereno e alegre, aceitando a dor sem lamentos. Ele faleceu na manhã do dia 23 de dezembro de 1822, e a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na Igreja do Recolhimento. Sua importância era tanta que um terço da população de São Paulo foi a seu velório.


A canonização e seu significado

O túmulo de Frei Galvão sempre foi lugar de peregrinações constantes dos fiéis, que pedem e agradecem graças por sua intercessão. Desde os seus contemporâneos, e de geração em geração, a sua fama foi sendo divulgada, ajudando de modo especial no reconhecimento oficial da Igreja. O processo de beatificação foi iniciado em 1938. Após um período paralisado, foi reaberto em 1986, sendo beatificado, em outubro de 1998, por João Paulo II, após o reconhecimento da cura de Daniela Cristina da Silva que, aos 4 anos, teve hepatite do tipo A e havia sido desenganada pelos médicos. A canonização deve-se ao segundo milagre reconhecido, após sua morte, com a gestação de Sandra Grossi de Almeida, que, por má-formação do útero, não poderia ter filhos, mas, com a intercessão de Frei Galvão, levou sua gestação adiante e, hoje, seu filho Enzo tem 7 anos e desenvolvimento normal.

Qual é o sentido da canonização de um santo para toda a Igreja e para cada cristão? Responde Giussani: “A santidade, na Igreja, não é apenas um faro excepcional. Os santos canonizados, os santos no sentido restrito da palavra, são as figuras que Deus estabeleceu para desempenhar um papel particular de testemunho na história do povo de Deus e tornarem-se paradigmas pedagógicos para a maturidade de um relacionamento com o Mistério, que é de todos os chamados: ‘Os santos são a demonstração da possibilidade do cristianismo, portanto, podem ser guias no caminho em direção à caridade de Deus que parece de outro modo impossível’, diz von Speyr” (Giussani, idem, pp. 216-217).

(Artigo publicado em Passos n.83, Junho de 2007)

Outras notícias

 
 

Credits / © Sociedade Litterae Communionis Av. Nª Sra de Copacabana 420, Sbl 208, Copacabana, Rio de Janeiro - RJ
© Fraternità di Comunione e Liberazione para os textos de Luigi Giussani e Julián Carrón

Volta ao início da página